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8.03.2013

P-65

E chegou a hora de rotarnar à vida louca!!! Terça-feira, 16/07 parti rumo a Macaé, para ver o que me aguardava... Passei o dia inteiro fazendo curso, e na parte da tarde, meu destino... P-43...
No mesmo dia, após uma reunião na Geodésia, recebo a notícia que os planos mudaram, e na quarta-feira, confirmado.. Novo rumo: P-65.
Pela segunda vez em uma plataforma! Para mulheres não é fácil conseguir embarcar em uma plataforma, pela dificuldade de espaço... Nem sempre há camarotes disponíveis, mas desta vez, consegui!!
A operação foi pesada, operei como uma maluca... O mau tempo não contribuiu muito, e acabamos a extendendo de 5 dias para 10.
A estrutura de uma plataforma de petróleo, principalmente de produção, como a P-65 é muito complexa. Lá, temos ue estar atentos aos riscos de acidente todo o tempo. É como se morássemos em uma fábrica por 14 dias...

Dia 19, parti do aeroporto de Cabo Frio, rumo à P-65 às 13h00. Não gosto de voar, mas, fazer o quê...
Chegando na unidade tivemos briefing com o Geplat, com o técnico de segurança e o marinheiro fez uma tour pra conhecermos todos os pontos. A P-65 é pequena, em relação às outras unidades. É a plataforma mais antiga da bacia de Campos, a qual teve início suas operações em 1966. Posteriormente, ela deixou de ser uma plataforma de perfuração para produzir, isso por volta de 2001. 
Nosso tempo na P-65 foi maravilhoso. Apesar das instalações serem muito antigas, a galera que trabalha ai é muito gente fina, e como a unidade é pequena. todo mundo se conhece e se dá super bem, o que é essencial para que estes 14 dias de isolamento sejam mais agradáveis.
A única coisa que me deixou triste, foi saber que a última queda de aeronave na bacia, havia partido justamente da P-65... Aqui presto minha homenagem ao técnico da Engevix, Ricardo, o qual todos falaram muito bem na unidade, e disseram que, era seu último embarque, e que ele estava muito feliz por poder mudar de cidade e ir viver com sua esposa, a qual estava grávida, e passar mais tempo ao seu lado.. Essas histórias nunca chegam à imprensa!! Mas detalhes da queda no link abaixo:
Queda aeronave Bacia de Campos

Como disse na introdução, o tempo não ajudou muito... O RSV Geograph que estava operando com a gente, registrou ondas de 8 metros... O vento chegou a 45 nós... Para quem estava la embaixo, foi difícil.

No desembarque, transbordamos para o Geograph, no domingo dia 29 e e seguimos rumo à Vitória, acompanhando o pessoal... 
O Geograph é um barco muito massa... O refeitório possui vigia como em um transatlântico, e se pode ver o mar... (Até uma baleia passou pela gente)...
A galera que opera lá também é muito bacana! Adorei esses três dias que passei ai, em comanhia deles...
Desembarquei em Vitória na quarta, 01/08 e segui, de ônibus, de volta pra casa no Rio... Após 10h de viagem (A infraero estava supostamente em greve), finalmente cheguei em casa!!!!!
Agora, na folga, aguardo para ver onde irei parar...

7.07.2013

Junho 2013 e ainda estou em casa: RSV CBO Isabella


O blog está ressucitando! Agora, prestes a deixar o lar, volto a atualizar com essa vida maluca de viagens... E agora morando no Rio. Para não morrer de tédio, aqui teremos um pouco de minha vida... Onshore e offshore. Afinal, muitas coisas estão acontecendo.
Pra começar, casa nova. Como é difícil alugar apartamento no Rio de Janeiro! Nossa... Levei 6 meses para achar algo legal... Quando não era o proprietário criando problemas, era uma fila de pessoas disputando o mesmo imóvel... Os preços surreais... Acho que estamos com um dos metros quadrados mais caros do mundo! Mas, morar na cidade Maravilhosa, não tem preço... Aqui malhamos olhando o pão de açúcar, o Cristo, ou os dois irmãos... Temos vontade de nos mexer! Sol todos os dias, calor, e não aquele tempo cinzento característico do sul...

Aqui, muitas pessoas alugam quartos. A burocracia das imobiliárias é fantástica. Te pedem fiador com três imóveis no Rio (fácil para quem é amigo de milionários, que, logicamente não necessitam alugar imóveis...)
Enfim, demorou, mas vivo feliz no meu bairro favorito, com uma vista linda, e podendo disfrutar meus 14 dias de folga... Com meus novos amigos, me divertindo muito.


6.24.2013

18 embarques depois...

É, depois de 18 embarques, chegou a hora de seguir a diante... Mas antes, claro, não tenho como deixar de escrever um post sobre o barco mais importante da minha vida... O RSV CBO Isabella...
Primeiro RSV que eu embarquei (ROV Supply Vessel)... 
Primeiro contato direto com LBL...
Primeiro embarque sozinha (somente eu da empresa, sendo os 37 restantes de outras empresas)
Vou sentir saudades...
Lá tive dias escalas... Antes das férias, trabalhei com um grupo, por 9 embarques, e nos outros 9 embarques com a turma invertida....
Graças ao Isabella, fui três vezes a Maceió, uma a Ilhéus, uma a Salvador... Algumas descidas em Arraial do Cabo e duas em Vitória. A maioria dos embarques em Niterói (Mocanguê, Ilha da Conceição, estaleiro McLaren)...

Naveguei do Oiapoque ao Chui (literalmente)
Resgatamos náufragos em Fernando de Noronha (este eu presenciei, e isso faz repensar a vida offshore)...
Poty Boat naufragado em Fernando de Noronha. Informações sobre o resgate em http://g1.globo.com/platb/pe-viver-noronha/tag/barco-poty/



Até um raio nos atingiu (desta vez eu estava de folga, graças a Deus)... Mas fomos abençoados por não sofrermos nenhum tipo de acidente...
Agora, minha casa já não é mais o camarote 432... Meus dias de embarque não são mais terças-feira...
Grandes amigos fiz no Isabella.. Pessoas que vou levar no coração para sempre!